E aeeee povo q lê...
isso se tem alguem.. --'
bom.. q seja
hj vim postar algo
q me traz lembranças de amigos q conheci quando estava na minha era sombria
Noite do Incêndio
“O gélido vento noturno chega e todos se vão...
Eh... A velha depressão noturna chegou!”
Vinicius Gomes Rufino
Através de um quarto de janela aberto
Um olhar inquieto se estende pelo horizonte
Onde vê algo parecido com um incêndio
Fumaças iluminadas que sobem para a atmosfera
Ouve-se o barulho das sirenes de bombeiro
Pessoas falantes saem de suas casas
Talvez preocupadas, ou somente admiradas
Imagina-se então se os olhos estariam ardendo
Se estivessem próximos ao local do incêndio
Alguns gritos podem ser ouvidos,
E logo depois tudo cessa.
As luzes piscantes dos carros de bombeiro
Desaparecem, não sobe mais fumaça
Pessoas se feriram? Morreram? Ou saíram ilesas?
Será que o local do incêndio ficou destruído?
Deseja-se, agora, cair no mundo
Pular, como se fosse de uma pedra
Deitar, como se fosse uma cama
Mas não.
Neste mundo, o único refúgio
Que se pode encontrar é a prisão
Das grades de nossa própria casa.
O mundo tem dono, são outros
E algo impede-lhe de perambular por aí
A noite cai
Quero cair, como a tarde feito um viaduto
Quero cair no infinito, na noite
Pra ver se a noite termina logo
E o dia me fazer crer que faço parte do mundo.
Ainda
Por Raul Dias
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